Reflexão Marcos Castro #6

Nos Transformamos em um povo FROUXO

Marcos Castro

Por Redação GSNews

13/05/2021 às 10:22:24 - Atualizado há

Sempre escrevo este artigo semanal para o site GSNEWS às quintas-feiras e o tema, até ontem, seria outro. No entanto, por algum motivo, vi um "story" no Facebook cuja música de fundo era o nosso Hino Nacional. Mudei o tema.

Hino escrito há 190 anos (em 1831) por Joaquim Osório Duque Estrada.

Logo na segunda estrofe da primeira parte:

"Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte
!"

Leiam esta segunda estrofe, atentamente, de novo, por favor!

"Penhor" significa "direito real de garantia".

Como assim?

Direito real de garantia de igualdade e liberdade?

Que igualdade, se temos nossa constituição rasgada diuturnamente por um bando de "togados" corruptos que, não tendo nenhum voto em eleições, efetivamente têm comandado este País; colocando "de joelhos", a sua mercê, todo o Congresso Nacional que foi votado?

Que liberdade, se somos vigiados no mundo digital (inclusive com jornalistas presos e ladrões corruptos em liberdade); impedidos de trabalhar no mundo real por "lockdonws" imbecis; enganados (a maioria) no mundo fantasioso da mídia (a maioria) comprada?

A última frase desta primeira estrofe chega, atualmente, a causar risos e lágrimas...

Ninguém "desafia" nada; o que dirá a própria morte (risos)!

A imensa maioria só olha para o próprio umbigo (leiam meu artigo da semana passada), tem medo de tudo; nem enfrenta, em sua própria cidade, debaixo de seu nariz, claros cartéis homicidas que vêm causando mortes (COVID).

Abuso, novamente, de Joaquim Osório Duque Estrada logo na quarta estrofe ainda da primeira parte:

"Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza
."

Leiam esta quarta estrofe, atentamente, de novo, por favor!

Impávido: que não tem ou não demonstra medo; que não se deixa abalar pelo temor; corajoso, destemido.

Que impávido que nada!

Nos transformamos em um povo frouxo, desunido, medroso, um bando de rebeldes digitais de araque que, por vezes, nos irritamos um pouquinho quando o Facebook nos bloqueia e nos deixa "de castigo" por 24h devido aos tais "verificadores de Fake News" que são "jornalistas" ideológicos do jornaleco ESTADÃO ou FOLHA para os quais só é "verdade" o que eles próprios querem "desinformar" o pobre povo.

Será que, aceitando o mar de lama da corrupção - ainda muito presente em vários "poderes" constituídos ou delegados pelos constituídos (como exemplo o "gueto" do crime isolado e protegido, legalmente pelo judiciário, onde a polícia está proibida de entrar) - continuaremos espelhando nossa merecida grandeza perante o mundo?

Será que ainda sabemos - ou pelo menos uma parte de nós - valorizar nossa gigantesca natureza; defendê-la contra pretensões obscurantistas e hipócritas de submetê-la a um processo de internacionalização que nos ameaça à soberania?

Ah Joaquim, como já estamos íntimos, continue me ajudando, agora com a segunda estrofe da segunda parte:

"Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores
."

Garrida: com muita exuberância.

Até quando será que, parte de nós se manterá cego e surdo para não compreender a magnitude deste nosso solo - de que também és mãe gentil - e subsolo, cheio de vida, onde se semeia suor e amor; e se colhe alimento e demais insumos para alimentar 20% da humanidade?

Até quando prevalecerá a cega e aceita ingenuidade de alguns, deixando de enxergar e compreender que o futuro do mundo depende do Brasil, pois alimentamos - através de nosso agro vivo e exuberante - cerca de 1,6 bilhões de pessoas (do total de carca de 8 bilhões de habitantes da terra), que em seus países já, SIM, destruíram suas florestas?

Nossa Joaquim, prometo ser a última! Penúltima estrofe, segunda parte:

"Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte".

Que clava forte?

Que justiça?

Que luta?

NOS TRANSFORMAMOS EM UM POVO FROUXO.

Perdão amigo Joaquim, mas faltou o refrão:

"Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! "

Abração!

Deus os abençoe!

Marcos Castro

Professor - Psicanalista - Pesquisador - Escritor.

- Instagram: @marcos_castro_castro

- Facebook: https://www.facebook.com/marcoscastro.castro.946/

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