Blogs e Opini√Ķes Reflex√£o Marcos Castro #6

Nos Transformamos em um povo FROUXO

Marcos Castro

Por Marcos Castro

01/05/2021 às 15:07:50 - Atualizado h√°

NOS TRANSFORMAMOS EM UM POVO FROUXO.

Sempre escrevo este artigo semanal para o site GSNEWS às quintas-feiras e o tema, até ontem, seria outro. No entanto, por algum motivo, vi um "story" no Facebook cuja m√ļsica de fundo era o nosso Hino Nacional. Mudei o tema.

Hino escrito h√° 190 anos (em 1831) por Joaquim Osório Duque Estrada.

Logo na segunda estrofe da primeira parte:

"Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte
!"

Leiam esta segunda estrofe, atentamente, de novo, por favor!

"Penhor" significa "direito real de garantia".

Como assim?

Direito real de garantia de igualdade e liberdade?

Que igualdade, se temos nossa constitui√ß√£o rasgada diuturnamente por um bando de "togados" corruptos que, n√£o tendo nenhum voto em elei√ß√Ķes, efetivamente t√™m comandado este Pa√≠s; colocando "de joelhos", a sua merc√™, todo o Congresso Nacional que foi votado?

Que liberdade, se somos vigiados no mundo digital (inclusive com jornalistas presos e ladr√Ķes corruptos em liberdade); impedidos de trabalhar no mundo real por "lockdonws" imbecis; enganados (a maioria) no mundo fantasioso da m√≠dia (a maioria) comprada?

A √ļltima frase desta primeira estrofe chega, atualmente, a causar risos e l√°grimas...

Ninguém "desafia" nada; o que dir√° a própria morte (risos)!

A imensa maioria só olha para o próprio umbigo (leiam meu artigo da semana passada), tem medo de tudo; nem enfrenta, em sua própria cidade, debaixo de seu nariz, claros cartéis homicidas que v√™m causando mortes (COVID).

Abuso, novamente, de Joaquim Osório Duque Estrada logo na quarta estrofe ainda da primeira parte:

"Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, imp√°vido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza
."

Leiam esta quarta estrofe, atentamente, de novo, por favor!

Imp√°vido: que n√£o tem ou n√£o demonstra medo; que n√£o se deixa abalar pelo temor; corajoso, destemido.

Que imp√°vido que nada!

Nos transformamos em um povo frouxo, desunido, medroso, um bando de rebeldes digitais de araque que, por vezes, nos irritamos um pouquinho quando o Facebook nos bloqueia e nos deixa "de castigo" por 24h devido aos tais "verificadores de Fake News" que s√£o "jornalistas" ideológicos do jornaleco ESTAD√ÉO ou FOLHA para os quais só é "verdade" o que eles próprios querem "desinformar" o pobre povo.

Será que, aceitando o mar de lama da corrupção - ainda muito presente em vários "poderes" constituídos ou delegados pelos constituídos (como exemplo o "gueto" do crime isolado e protegido, legalmente pelo judiciário, onde a polícia está proibida de entrar) - continuaremos espelhando nossa merecida grandeza perante o mundo?

Ser√° que ainda sabemos - ou pelo menos uma parte de nós - valorizar nossa gigantesca natureza; defend√™-la contra pretens√Ķes obscurantistas e hipócritas de submet√™-la a um processo de internacionaliza√ß√£o que nos amea√ßa à soberania?

Ah Joaquim, como já estamos íntimos, continue me ajudando, agora com a segunda estrofe da segunda parte:

"Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores
."

Garrida: com muita exuber√Ęncia.

Até quando ser√° que, parte de nós se manter√° cego e surdo para n√£o compreender a magnitude deste nosso solo - de que também és m√£e gentil - e subsolo, cheio de vida, onde se semeia suor e amor; e se colhe alimento e demais insumos para alimentar 20% da humanidade?

Até quando prevalecer√° a cega e aceita ingenuidade de alguns, deixando de enxergar e compreender que o futuro do mundo depende do Brasil, pois alimentamos - através de nosso agro vivo e exuberante - cerca de 1,6 bilh√Ķes de pessoas (do total de carca de 8 bilh√Ķes de habitantes da terra), que em seus pa√≠ses j√°, SIM, destru√≠ram suas florestas?

Nossa Joaquim, prometo ser a √ļltima! Pen√ļltima estrofe, segunda parte:

"Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Ver√°s que um filho teu n√£o foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte
".

Que clava forte?

Que justiça?

Que luta?

NOS TRANSFORMAMOS EM UM POVO FROUXO.

Perd√£o amigo Joaquim, mas faltou o refr√£o:

"Ó P√°tria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve! "

Abração!

Deus os abençoe!

Marcos Castro

Professor - Psicanalista - Pesquisador - Escritor.

- Instagram: @marcos_castro_castro

- Facebook: https://www.facebook.com/marcoscastro.castro.946/

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