Tecnologia China

Destroços de foguete da China devem cair no oceano sábado

Por Redação GSNews

05/05/2021 às 21:38:10 - Atualizado há

Depois de colocar em órbita o primeiro módulo da estação espacial chinesa Tiangong, na semana passada, um pedaço do foguete chinês Longa Marcha 5B foi descartado. Agora, finalmente, há uma noção de quando ele vai cair de volta na Terra. Mais precisamente, no oceano, a oeste dos Estados Unidos, sábado (8).

Os destroços do foguete chinês são monitorados pelo Comando Espacial dos EUA e deve atingir águas internacionais, mas o ponto exato ainda é incerto. Se realmente acontecer no mar a oeste dos Estados Unidos, será no Oceano Pacífico. Essa peça do Longa Marcha 5B é o primeiro estágio do veículo e mede 33 metros, com 5 metros de diâmetro, pesando 21 toneladas.

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De acordo com o Global Times, pertencente ao Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, os relatos de que o foguete está “fora de controle” e pode causar danos como exagero dos estrangeiros. Ainda segundo a publicação, fontes da indústria espacial afirmaram que “não há motivo para pânico”.

“A maior parte dos destroços vão queimar durante a reentrada, deixando apenas uma pequena porção que pode cair no chão, o que potencialmente deve acontecer em área longe da atividade humana ou no oceano”, explicou Wang Yanan, editor-chefe da revista Aerospace Knowledge, em entrevista ao Global Times.

O Departamento de Defesa (DoD, na sigla em inglês) dos Estados Unidos monitora o pedaço de foguete. “Todos os destroços são ameaças em potencial à segurança do voo e ao domínio espacial”, destacou o Pentágono. Ficou a cargo do 18º Esquadrão de Controle Espacial, na Califórnia, atualizar a localização, a partir de terça-feira (4).

Ao Global Times, o especialista aeroespacial Song Zhongping afirmou que a China também monitora o pedaço de foguete. Ele também destacou que o combustível utilizado pelo Longa Marcha 5B é ecológico e não vai poluir o oceano. “É mais uma campanha da chamada ‘ameaça espacial da China’ adotada por forças ocidentais”, concluiu.

O foguete subiu no dia 29 de abril, a quinta-feira da semana passada, do centro espacial de Wenchang, na ilha de Hainan. Ele levava o núcleo da futura estação chinesa, que tem 16,6 metros de comprimento e 4,2 metros de diâmetro. O laboratório espacial terá capacidade de receber três tripulantes.

Onze missões vão concluir a construção da estação até 2022, incluindo quatro missões tripuladas, quatro missões de carga e o lançamento de três módulos. Quando completada, a estação, batizada de Tiangong, terá vida útil de 10 anos. Com atualizações, pode chegar a 15 anos.

Imagem: Shutterstock

Via: 7news

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Fonte: Olhar Digital
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