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Caso Henry: MP denuncia Jairinho e Monique Medeiros por morte do menino e cita tortura: "Intensos sofrimentos físicos e mentais"

Por Redação GSNews

06/05/2021 às 18:46:22 - Atualizado há

Entenda o caso

Em coletiva de imprensa realizada no dia 8, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a babá do menino Henry Borel, morto no dia 8 de março, avisou à mãe da criança, a professora Monique Medeiros, que o garoto vinha sofrendo uma “rotina de violência” por parte do vereador Dr. Jairinho, namorado dela. Em um primeiro depoimento, Thayná de Oliveira omitiu informações a pedidos da pedagoga, mas voltou atrás após as autoridades encontraram trocas de mensagens, nas quais ela alertava a patroa sobre as agressões. Além da babá, Leila Rosângela de Souza Mattos, doméstica que trabalhava para o casal, também sabia de episódios de agressão a Henry.

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A polícia afirma que Dr. Jairinho teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra o enteado, semanas antes da morte da criança. Ainda segundo as investigações, Monique sabia de agressões, pelo menos, desde fevereiro. No dia 12 daquele mês, o vereador teria se trancado no quarto do apartamento onde o casal vivia e agredido o menino com chutes, rasteiras e golpes na cabeça. Confira a íntegra das conversas da babá de Henry com a mãe do garoto, clicando aqui.

De acordo com a polícia, o pequeno Henry Borel teria passado por uma sessão de tortura na casa de sua própria mãe e de seu padrasto, o vereador Dr. Jairinho. (Foto: Reprodução)

Na manhã do dia 8 de abril, Jairinho e Monique foram presos, suspeitos não só por homicídio, como também por ameaçarem testemunhas e atrapalharem as investigações. Os mandados foram expedidos pelo 2º Tribunal do Júri, determinando que o padrasto e mãe da vítima permanecessem detidos preventivamente por 30 dias. Até então, o vereador e a professora negavam qualquer envolvimento com o assassinato de Henry e alegavam que o óbito teria sido decorrente de um acidente doméstico. Segundo o jornal Metrópoles, ao chegar na delegacia o político disse que tudo não passava de uma “injustiça“.

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Diante dos desdobramentos, a vereadora Teresa Bergher, membro do conselho de ética da Câmara, pediu que Jairinho fosse afastado do cargo de vereador do Rio de Janeiro. “[Ele] Precisa ser afastado imediatamente. Pela imagem da casa, pela credibilidade de cada um de nós vereadores e por respeito a esta criança vítima de um cruel assassinato e a toda a população que representamos”, afirmou ela ao G1.

Imagens do momento em que Dr. Jairinho e Monique foram presos no Rio. (Foto: Reprodução/TV Globo)

O inquérito

O inquérito policial que apurou a morte de Henry Borel também foi concluído nesta segunda-feira (3). De acordo com o G1, a Polícia Civil do Rio de Janeiro indiciou a mãe do garoto, Monique Medeiros, e o padrasto, Dr. Jairinho, por homicídio duplamente qualificado (com emprego de tortura e impossibilidade de defesa da vítima).

Segundo a publicação, o vereador carioca responderia ainda por dois crimes de tortura, ambos que teriam ocorrido no mês de fevereiro. Já Monique responderia por tortura e omissão, após um episódio que aconteceu em 12 de fevereiro. Na ocasião, ela foi informada pela babá de Henry que o garoto estava sendo torturado, mas, mesmo assim, levou quase três horas para voltar do shopping que estava para sua casa – que fica a cerca de cinco minutos de carro do estabelecimento.

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Apesar de Jairinho e Monique alegarem que Henry teria sofrido um acidente doméstico, o documento reforça que os laudos da necropsia e a reconstituição da cena contradizem o relato. A polícia ressaltou que o menino sofreu 23 lesões após uma “ação violenta” no dia da morte. O óbito, inclusive, foi causado por uma hemorragia interna e uma laceração hepática – ambas em decorrência de uma ação contundente.

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A polícia pediu que a prisão temporária de Dr. Jairinho e Monique Medeiros seja convertida em prisão preventiva. (Foto: Reprodução)

A Justiça também aceitou uma denúncia contra Jairinho em outro caso de tortura, envolvendo a filha de uma ex-namorada. Hoje com 13 anos, a vítima relatou que o político bateu a cabeça dela contra a parede de um box de banheiro e pisou sobre seu corpo no fundo de uma piscina, numa tentativa de impedir que ela subisse para respirar.

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