Manchetes Leste Paulista

Campinas é selecionada para participar da fase 3 da vacina indiana Covaxin

Por Redação GSNews

14/05/2021 às 11:40:23 - Atualizado há

Campinas (SP) está entre as cidades brasileiras selecionadas para a fase 3 de testes da vacina indiana Covaxin. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (14). O imunizante é mais uma opção no combate à Covid-19 e é produzido por uma farmacêutica indiana, a partir do vírus inativado.

Estudos preliminares apontaram eficácia geral de 78% em sintomáticos e 100% em casos graves. A vacina foi aprovada para uso emergencial na Índia no começo do ano e teve a etapa autorizada no Brasil nesta quinta (13) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ao G1, a empresa Precisa Medicamentos, parceira do laboratório da Índia Bharat Biotech e quem solicitou os testes da Covaxin à Anvisa, e informou que a etapa já tem condições de começar, mas ainda não há um prazo para início do cadastro de voluntários e informações sobre como será a testagem em Campinas.

Foi contratado o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEP), em São Paulo, para a coordenação da fase 3 no Brasil. O Departamento de Vigilância em Saúde (Devisa) da Prefeitura de Campinas disse que não foi informado ainda sobre a testagem no município.

Quem serão os voluntários

Pessoas a partir de 18 anos de idade

Saudáveis ou com doenças crônicas estáveis

Trabalhadores de diversas profissões

Homens e mulheres que não receberam nenhuma vacina da Covid-19

Covaxin é produzida pela indiana Bharat Biotech

Reprodução/Instagram/Bharat Biotech

4,5 mil voluntários no Brasil

A previsão do estudo é aplicar doses - que podem ser um placebo ou a vacina em si - em 4,5 mil voluntários, no mínimo, no país, sendo 3 mil deles no estado de São Paulo.

As cidades já confirmadas são Campinas, São José do Rio Preto e a capital paulista. Também integram a lista de municípios brasileiros Rio de Janeiro (RJ) e Campo Grande (MS). Em todo o mundo são cerca de 30 mil pessoas.

"O estudo prevê a aplicação de duas doses, com 28 dias de intervalo. O recrutamento será iniciado após a aprovação final pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). [...] O estudo será randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e multicêntrico para avaliar a eficácia, a segurança e a imunogenicidade do imunizante contra a COVID-19 em adultos com idade igual ou superior a 18 anos", informou a empresa.

Profissional de saúde aplica a Covaxin em homem em Nova Délhi, na Índia, no dia 25 de março

Sajjad Hussain / AFP

Certificado no Brasil

No Brasil, a Covaxin ainda não conseguiu a certificação de boas práticas, emitido pela Anvisa. Entre os problemas apontados estão questões sanitárias, de controle de qualidade e de segurança na fabricação da vacina.

A certificação é um dos requisitos para o registro de um medicamento ou uma vacina no Brasil. Farmacêuticas como a Pfizer, a Janssen, do grupo Johnson, a Sinovac, que desenvolveu a CoronaVac, e a AstraZeneca, responsável pela produção da vacina de Oxford, já receberam a certificação da Anvisa.

A negativa da agência reguladora afeta o cronograma de doses previstas pelo Ministério da Saúde, que assinou um acordo para compra de 20 milhões de doses da Covaxin em fevereiro.

VÍDEOS: Veja o que é destaque na região de Campinas

Veja mais notícias da região no G1 Campinas
Fonte: G1 Campinas e Região
Comunicar erro
GS News

© 2021 GS News - Todos os direitos reservados.

•   Política de Cookies •   Política de Privacidade    •   Contato   •

GS News