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Campinas abre 4,6 mil vagas de trabalho com carteira assinada em fevereiro, mas saldo segue negativo desde início da pandemia

Por Redação GSNews

30/03/2021 às 20:39:10 - Atualizado há

Minne Santos

Campinas (SP) abriu 4.692 vagas de trabalho com carteira assinada em fevereiro deste ano, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta terça-feira (30) pelo Ministério da Economia. Em contrapartida, o levantamento mostra que o saldo dos últimos 12 meses, quando teve início a pandemia da Covid-19, segue negativo e com 2.664 postos a menos.

De acordo com o governo federal, o total de empregos criados é de 6.098 neste ano.

Saldo de vagas por setor em fevereiro/2021

Agropecuária: 7

Construção: 309

Indústria: 613

Serviços: 3.466

Ao longo do mês foram contabilizadas na metrópole 18.045 contratações, ante 13.353 demissões.

Variações

A economia foi impulsionada principalmente pelo setor de serviços, que encerrou o segundo mês do ano com saldo positivo de 3.466 admissões - o que representa 73,8% destas oportunidades criadas.

Dentro deste grupo são destaques para geração de empregos os ramos de informação, comunicação, atividades financeiras/imobiliárias/profissionais; e o que contempla atividades ligadas à administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços essenciais.

Em seguida está a indústria, com saldo positivo de 613 oportunidades, o equivalente a 13%. A maioria dos empregos formais estão associados às companhias de transformação em diversas áreas.

Expectativas

A economista Eliane Navarro Rosandiski, do Observatório PUC-Campinas, destaca que a área de maior destaque foi a educação, que concentrou cerca de 1 mil contratações diante da expectativa de retomada das aulas presenciais. Contudo, diante da piora da pandemia e a necessidade de medidas restritivas para diminuir a circulação do vírus, ela avalia que os dados devem mudar em março.

"No momento em que a economia começou a abrir um pouco, as escolas fizeram uma tentativa de recuperar os empregos, principalmente nos ensinos fundamental e infantil. Agora tem que ver como fica a situação, estamos vendo uma situação difícil e que volta a impactar em serviços", afirma.

A economista Eliane Navarro Rosandiski, em entrevista antes da pandemia

Vaner Santos/EPTV

Ao observar que fevereiro é o saldo mais positivo desde o início da pandemia, a especialista pondera que ainda há reflexos de medidas aplicadas pelo governo federal no ano anterior, como o da manutenção de emprego mediante redução de salários e jornada, o que impediu demissões imediatas.

As retomadas do auxílio emergencial, que terá consulta aberta em abril, e deste programa de emprego, ressalta Eliane, são fatores que devem repercutir de forma positiva nos próximos meses. Ela pondera, contudo, que novos contratos em serviços são focados em pessoas com 18 a 24 anos, com ensino médio, diante da busca por redução de custos e as incertezas atreladas ao cenário da crise sanitária.

"Diante de uma situação crítica, é difícil entender o quanto é positivo este saldo, porque as demissões também não foram normais. Não há uma sazonalidade para organizar o comportamento", destaca ao refletir que, logo no início da pandemia, há empregadores que "erraram a mão" com excesso de cortes.

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Fonte: G1 Campinas e Região
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