Tecnologia coronavirus

Luz solar inativa o coronavírus oito vezes mais rápido que o previsto

Por Redação GSNews

02/04/2021 às 13:23:10 - Atualizado há

Após recentes estudos apontarem que a luz solar pode inativar o Sars-Cov-2, vírus causador da Covid-19, uma equipe de cientistas da Califórnia está pedindo mais pesquisas sobre o assunto. Isso porque notaram que o vírus foi inativado até oito vezes mais rápido em experimentos do que o modelo teórico mais recente previa.

“A teoria assume que a inativação funciona fazendo com que o raio UVB atinja o RNA do vírus, danificando-o”, explica Paolo Luzzatto-Fegiz, cientista da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara. No entanto, a discrepância sugere que há algo mais acontecendo, e descobrir o que é isso pode ser útil para gerenciar o vírus.

Em julho de 2020, um estudo experimental testou os efeitos da luz ultravioleta UVC no Sars-Cov-2 em uma saliva simulada. Como resultado, o vírus foi inativado quando exposto à luz solar simulada por entre 10 e 20 minutos.

Covid-19
Cientistas pedem mais pesquisas para entender melhor o impacto da luz solar no Sars-Cov2 Crédito: Shutterstock

“A luz solar natural pode ser eficaz como desinfetante para materiais não porosos contaminados”, concluíram os pesquisadores na época.

Teoria contestada

Então, Luzzatto-Feigiz e sua equipe compararam esses resultados com uma teoria sobre como a luz do sol conseguiu isso, publicada apenas um mês depois, e viram que a matemática não batia.

“A inativação observada experimentalmente na saliva simulada é oito vezes mais rápida do que seria de se esperar pela teoria”, escreveram. “Então, os cientistas ainda não sabem o que está acontecendo”.

Os pesquisadores suspeitam ser possível que, em vez de afetar o RNA diretamente, o UVA de onda longa pode estar interagindo com as moléculas da saliva simulada de uma forma que acelera a inativação do vírus.

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Algo semelhante é visto no tratamento de águas residuais – onde o raio UVA reage com outras substâncias para criar moléculas que danificam vírus presentes na água.

“Nossa análise aponta para a necessidade de experimentos adicionais para testar separadamente os efeitos de comprimentos de onda de luz específicos e composição do meio”, conclui Luzzatto-Fegiz.

Vale lembrar que, com a capacidade do coronavírus permanecer suspenso no ar por muito tempo, o meio mais seguro de não ser contaminado é o distanciamento social e o uso de máscaras.

Via: ScienceAlert

Fonte: Olhar Digital
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